segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mar da Noite Conto 3 - Como Tudo Começou... (Parte 2)

Bem esta é a continuação daquele conto... o Nico e a Isabela ja estão namorado e eu diria que a censura desse conto é +16, mas cada um sabe o que lê. a Parte 3 talvez venha amanhã ou depois.



Leiam.

Como Tudo Começou (Nico's PDV) (Parte 2)

                Minha Mãe nos olhava de modo estranho eu fingia que a Isabela não existia, o que era difícil já que essa garota tem presença e essa roupa? Ela quer me provocar é... Que ódio.
                Ela estava com um belo vestido vermelho que combinava perfeitamente com seus olhos. O vestido era daqueles que abria atrás (nem sei o nome, essas coisas de mulheres me irritava), mais me imaginei tirando ele durante a noite...
                Também usava uma linda gargantilha de rubi e um sapato de salto que combinava perfeitamente com ela e com aquela roupa...
                Ah, mas ela me paga.
                Minha mãe tentou puxar conversa, mas não deu muito certo nem eu nem Isabela respondíamos... Isabela apena a olhava e voltava a comer quieta. Depois de um tempo ela parou de tentar.
                - Sr. Hades tivemos alguns problemas na... - Alecto, a fúria entrou falando na sala de jantar, meu pai apenas a olhou e ela entendeu que era pra ela dar um jeito de resolver
                - Eu já terminei o café, eu vou ir pro meu quarto - falei me levantando.
                - Já filho? Você nem comeu nada - minha mãe falou preocupada.
                -Não estou com fome - Eu respondi rapidamente.
                Eles continuaram a tomar café, eu estava esperando Isabela pra ter uma conversinha com ela, então ouvi Isabela se oferecendo pra ajudar minha mãe.
                - Deixa que eu te ajude tia Perséfone
                - Não Bela não precisa eu cuido disso sozinha, pode ir - minha mãe falou calmamente... Ah era agora que ela me pagava
                Eu vi quando Bela estava chegando e a agarrei e empurrei a para a parede mais próxima e lhe dei um beijo longo mais apaixonado.
                - Nico, para estamos no meio do corredor, você sabe o quanto essas almas são fofoqueiras - ela falou me empurrando
                - Não ligo - falei lhe beijando de novo
                - Nico! - ela falou saindo e rebolando mais que o necessário. A agarrei de novo.
                - Não me provoca pequena... Por falar em provocar, que roupa é essa? -disse a olhado de cima a baixo.
                - Uma que eu tinha guardada lá... Por quê? Gostou? - ela falou provocando
                - Uma menina da sua idade não devia usar roupas assim, ela pode ser atacada pelo namorado - terminei de falar e a beijei de novo.
                - Nico, deixa esse fogo todo pra mais tarde, por favor. - ela falou me empurrando
                - Ah, mais tarde então? - Perguntei animado com a idéia eu Isabela mais tarde...  Parece bom
                - Continua usando roupas assim e eu não sei se me controlo - Eu disse me segurando para não agarrá-la e fazer uma coisa na qual ela não esta preparada
                - Isabela, venha aqui, por favor – meu pai a chamou, Oh não, nós estávamos perto do seu escritório será que ele ouviu algo? Isabela me olhou assustada ajeitou o cabelo e o vestido e foi falar com ele. Fiquei perto da porta pra ver se ouvia.
                - Chamou pai?! – ela perguntou ao entrar na sala
                - Sim Isabela, eu quero que vá ao tártaro cuidar das novas almas... Vá aperfeiçoar seus talentos, e leve o Nico com você – ela falou mexendo em algumas folhas
                - Não, Não vou levar o Sr.Floquinho de Neve comigo - ela falou brava. O QUE ELA ESTA FAZENDO? ELA VAI ME ENTREGAR?
                - Que historia é essa Isabela? - meu pai cobrou dela
                - Ah... Nada não to indo pai. - ela falou e sai da sala.
                Assim que ela saiu eu entrei na sala de meu pai
                - Pai, a Bela não pode ir lá sozinha
                - Sim Nico eu já ia te chamar e mandar você ir com ela, e ate quando vai esta briga de vocês dois?
                - Essa briga só vai terminar quando a Isabela deixar de ser tão imatura - falei com desdém
                - Tente compreende-la Nico. Ela é muito jovem em comparação a você, mas vá logo Não a quero sozinha lá muito tempo, você sabe que ela apronta demais com seus poderes.
                Eu sai correndo atrás dela e me materializei no corredor mas não encontrei comecei a andar achando que já tinha acontecido algo com ela eu demorei demais meu coração acelerava de repente senti ela pulando nas minhas costas e me assustando
                - Bela ... Desse jeito você me mata, achei que tinha acontecido algo- Eu a peguei e tirei das minhas costas, sua pele macia contra a minha
                - Bela você me deixa louco, essa sua boca, esse seu vestido... Porque você trocou de roupa, aquela estava melhor, vermelho combina mais com você
                - Nico, nós não podemos, e se nos pegam, e se alguém vê?
                Eu a encostei na parede, e comecei a beijá-la. Ela me empurrou pra longe e disse
                - Nico você tem uma tara por paredes né? Já é a segunda vez
                Eu ri e respondi
                - É porque eu consigo te segurar mais firme assim
                Encostei-a novamente na parede e beijei-a mais firme. Ela respondeu aos meus beijos desta vez, com firmeza enroscando seus dedos nos meus cabelos, apertando, me deixando louco. O corpo dela estava quente, eu a peguei pela cintura e apertei contra o meu. Eu estava incendiando, meu coração disparava.
                - Eu Te Amo pequena- eu falei entre Beijos,
                - Eu também Te Amo - ela disse.
                Virei ela de costas pra mim comecei a beijar seu pescoço, enquanto tentava desamarrar aquele negocio. Ela tentou fugir dos meus braços, mas eu não deixei.
                Eu a peguei nos braços e deitei-a no chão, ela estava se entregando a mim, pura, linda, quente, aqueles olhos me olhando com tanta intensidade. Comecei a beijá-la novamente, era intenso, belo, sufocante. De repente, eu senti a presença de alguém nos olhando, quando ouvi o pigarrear de alguém.
                -Humhum... Estou interrompendo alguma coisa - ela disse.
                Eu congelei no lugar, Bela me encarou nos olhos, lagrimas começando a brotar
                Eu olhei Para cima era ela, Megaira(a fúria), eu saí de um transe gostoso e insano, por Hades, o que eu ia fazer? Possuir Isabela ali mesmo, no caminho Para o tártaro.
                Megaira nos olhou e disse
                -Muito bem, será que mais alguém sabe disso, ou eu sou a maior sortuda do inferno – ela falou rindo. - Eu vim simplesmente dar um recado de sua mãe, e o que eu vejo não me assusta nem um pouco, não sei como ainda não desconfiaram.
                - Você não vai contar nada do que viu aqui Megaira
                - E quem vai me impedir? Você, filho de Hades? – ela falou desafiadoramente.
                - Sim eu - Neste mesmo instante, ela ficou paralisada e eu percebi que Isabela estava atrás de mim, usando seu poder nela. Ela ia matar Megaira. Eu coloquei minha mão no ombro dela.
                -Calma pequena, ela não vai contar nada – falei a acalmando. - Se você contar alguma coisa do que viu aqui Megaira eu vou te matar, vou te achar onde você estiver escondida e vou te matar, esta me ouvindo
                - E o que eu ganho ajudando vocês dois? Quero algo em troca. – ela falou com desdém
                - você ganha sua vida Megaira, não se esqueça que somos filhos de Hades, só com olhar Isabela te mata
                - Não tenho medo de vocês.
                - acho que eu ganho mais contando a Hades e Perséfone do que me aliando a vocês
                Eu fiz um só movimento com meu dedo e ela gemeu de dor, sangue negro saia de sua boca.
                - Agora você acredita em mim, quando digo que vou te matar, você não da mais um passo sem que eu permita Megaira – falei lhe liberando. - E agora desembucha o recado de mamãe
                - ela disse pra chamar vocês dois pra almoçar.
                - sim vá e diga e estamos indo. Mas lembre-se, sem nenhuma palavra sobre o que viu aqui, ou já sabe o que vai acontecer.
                Virei e encarei Isabela, ela começava a querer chorar novamente, eu a acalmei:
                -Bela não se preocupe, vai dar tudo certo, Megaira não é doida de querer morrer
                - tudo bem Nico, vamos tia Perséfone esta esperando. – ela disse se levantado
                Ela se arrumou e nos materializamos na entrada da casa, durante o almoço não nos olhamos fingimos que ainda estávamos brigados. Foi tão difícil, não conseguir olhar para ela.
                - Hades, Isabela e Nico, vocês sabem que amanha é o começo da primavera.
                -Oh tia Perséfone... Seis meses seu a senhora aqui... Nem nos visitar a senhora pode - Isabela falou triste, mas por dentro eu senti que ela estava como eu. Dando pulos de alegria.
                Mamãe deixou suas recomendações durante o almoço, mas eu não consegui prestar atenção só senti quando Bela chutou minha canela por debaixo da mesa, foi então que eu percebi que tinha desfeito a cara de emburrado e tava com cara de imbecil, mas fazer o que Bela me deixa assim.
                Depois do almoço Isabela se trancou no quarto, pra fazer não sei o que, talvez pensar no que quase fizemos hoje no corredor, nos distraímos e nem chegamos a entrar no tártaro não quis perturbar ela, passei à tarde no meu quarto pensando, o que eu fiz? Eu quase tirei a pureza dela ali, no chão do corredor, e o pior, ela consentiu. Mas eu não posso fazer isso, tenho que pedir desculpas e dizer que não vai acontecer de novo.
***
                Bati na porta do seu quarto e senti seu perfume por debaixo da porta, era inebriante, por um instante apagou tudo da minha mente, mas eu tinha que manter a concentração.
                Isabela abriu a porta, com aquele pijama provocante vermelho, aquele perfume que me acendeu, mas eu tinha que manter meu foco
                - posso entrar, pequena? - ela saiu da minha frente, e me deu passagem, veio por trás de mim colocando a mão em meu peito descendo por minha barriga.
                -Cadê aquela menina inocente que eu conhecia há uns dias atrás?
                - Estou bem aqui Nico, só que agora posso por pra fora tudo que guardo há muitos anos
                -Isabela eu quero te pedir desculpas por tudo que aconteceu hoje. Não devíamos ter ido tão longe, não esta certo.
                -Mas Nico, eu gostei, eu permiti. – ela falou confiante. Eu virei ela pra mim, e a olhei nos olhos.
                - Bela não faça assim, eu não vou resistir.
                -mas eu não quero que você resista meu amor. Eu quero terminar o que começamos hoje. - ela começou a me beijar, eu tentei resistir, mas tinha algo diferente no quarto, aquele cheiro, eu não soube dizer o que era, mas me embriagou, me aqueceu, e eu me deixei levar. Ela me beijava com tanta intensidade, tanto amor, eu a peguei no colo apertando seu corpo contra o meu, aquele pijama de seda era delicado, deixava desenhado todas as formas de seu corpo ela entranhou seus dedos no meu cabelo, puxava de uma forma selvagem, dava pra sentir seu desejo, e eu não consegui resistir mais, eu a joguei na cama, e comecei a beijar seu pescoço, seu rosto sua boca, linda e deliciosa.
                Minha mão deslizava por seus seios, eu ansiava em possuí-la, ela estava ali, quente, solta, e preparada pra mim. Eu a beijei com mais intensidade, ela tirou minha camisa. E começou a desabotoar minha calça, e eu levantei sua blusa seus seios eram belos, perfeitos, eu os admirava, quando minha mãe bateu na porta da Isabela e disse pra ela ir jantar
                - Isabela vem jantar, é nossa ultima refeição juntos nos próximos seis meses, e encontra Nico e chama ele também, eu não o encontrei em seu quarto
                - Sim tia Perséfone, já estou indo. Mas não vou procurar Nico não, não estou falando com ele.
                - Bela esta briga tem que acabar não quero viajar com vocês neste clima
                - tudo bem tia Perséfone
                - vamos pequena, se arrume, vou me materializar no meu quarto, e você da um tempo e vai - beijei-a novamente, e sai, mas ela ficou com uma carinha triste, eu voltei e dei outro beijo mais forte -Te vejo daqui a pouco.
                - Tudo bem... - Ela disse, e eu fui.
                Na sala de jantar fingimos que ainda estávamos de mal, mas mamãe nos fez ficar de bem, dizendo que não podia se sentir bem saindo e nos deixando assim. Então fingimos bico e ficamos de bem, mas de lado um para o outro.
                Depois do jantar fui me deitar, e pensar nas coisas, mas me deu uma vontade muito grande de vê-la e de senti-la. Não resisti e me materializei em seu quarto, ela dormia como um anjo, tão linda, quando me deitei em sua cama, ela acordou.
                -shiiiiiiiiiiiu, não vou fazer nada, só quero me deitar aqui com você. - e dormimos assim, abraçados ate o dia amanhecer.


Continua.
Escrito por: Isabela Marques, Camila Moreira, Lucas Serafim e Hellena

sábado, 13 de novembro de 2010

Mar da Noite Conto 3 - Como Tudo Começou...(Parte 1)

O Conto de hoje monstra como começou o relacionamento da Isabela e do Nico, a Melissa aqui citada tem seu proprio conto de como ela nasceu mas outro dia eu posto (assim que eu começar a escrever) o Nico tem por volta de 17 anos e a Isabela tem 13... porem o nico é muito mais velho que a isabela ele deve ter uns 500 anos a mais que ela, e ele não ficava jogando cartas durante esse tempo... G.G
O Conto foi dividido em 3 partes por ser muito grande, assim que terminar eu posto a parte 2 e a Parte 3 ok?! (PS: esse conto eu não escrevi sozinha)



Leiam.
Como Tudo Começou (Nico's PDV) (Parte 1)


                Isabela aquela imatura tinha que ter ciúmes da Melissa, Isabela era muito apegada a mim sempre me viu como seu irmão herói, o que a ajudou a dominar seus poderes de deusa e lidar com papai... Agora ela está indo contar pro papai que eu trouxe a melissa aqui no submundo.
                - Isabela espera, papai vai mandara eu e a melissa pro tártaro você quer isso pro seu irmão?
                - Some daqui Nico, vai ficar com a 'musa do floquinho de neve' - ela falou brava. Não devia ter deixado ela não mão no lance de ir ao jardim da minha mãe, ela gosta de lá e só entra comigo.
                Então ela parou na frente da porta do quarto de Hades e Perséfone e ficou estática, eu a olhava de repente vi novamente lagrimas brotarem de seus olhos, mas eu não era o culpado, Isabela saiu correndo me empurrando, o que será que papai estava falando com a mamãe?!
                - Pai, o que você e a mamãe falaram pra Isabela? Ela ficou magoada - falei bravo, ninguém magoa a minha irmã
                - Nós? Ela nem veio aqui filho - Perséfone falou assustada olhando pra Hades- querido? Será que ela ouviu o que eu falei?
                - O que você havia falado mãe? - perguntei curioso
                - Bem eu estava falando com seu pai sobre quando nós contaríamos que Isabela não é minha filha, e sim filha de Athena com seu pai... Um pequeno acidente de Athena, um acidente que ela não quis cuidar - minha mãe explicou
                Eu fiquei de boca aberta, como isso pode acontecer.
                - Eu tenho que ver como a Isabela esta.
                Sai do quarto dos meus pais correndo, já fazia uma idéia de onde ela estaria... Chegando aos portões do jardim de Perséfone encontrei Isabela chorando.
                Eu tinha q ajudar-la agora, ela é minha irmã, não posso deixá-la na mão.
                - Bela, você esta bem? - perguntei me sentando ao seu lado no chão
                - Como posso estar ao saber que a mulher quem eu chamei de mãe esse tempo todo não é minha mãe e que a minha verdadeira mãe me abandonou por ter medo de mim? - ela falou chorando - Nico, você tem medo de mim?
                - Não pequena eu não tenho, não tenho porque ter medo de você - falei a abraçando.
                Quando eu a abracei, me veio pensamentos que não são corretos. Poxa ela é minha IRMÃ, eu não devo reparar com seu corpo agora está igual a de uma mulher adulta ou que seus lábios são delicados e lindos  ou que quando seu olhar me encontra meu corpo todo se aquece. Ela olhava pra mim como se fosse a primeira vez que ela me via. Reparava cada detalhe com se fosse a primeira ou ultima vez que nós víamos.
                Sem sequer reparar fomos nos aproximando , ate que ela me beijou.
                Ok. Eu sei que tinha beijo muitas mulheres antes mais a minha Bela foi diferente, não sei talvez porque ela é minha irmã ou...  não sei.
                Só sei que foi como um despertar.
                - Sinto muito - falamos em uníssono
                - Bela, a culpa não foi sua eu que... - estava falando quando ela me interrompeu com um selinho
                - eu gostei - ela falou rindo
                - Bela, nós somos irmãos, isso e errado... Muito errado - falei irritado, não podia fazer isso com ela. Ela é minha IRMÃ
                - meio-irmãos Nico, somente meio irmãos - ela falou com um sorrisinho de soberba - agora eu sei por que sempre fui mais inteligente que você, e porque só você sabia fazer rosas negras.
                - nossa que menina esperta, puxou a mãe - eu falei mais acho que ela não gostou
                - jamais fale que eu pareço àquela mulher ela me abandonou não quero ser como ela - ela falou brava
                - nossa que menina estressadinha vamos sentar no jardim de minha mãe e conversar mais um pouco - falei a puxando do chão e abrindo os portões do jardim.
                Chegamos ao jardim, ela se sentou um pouco afastada de mim ela me olhava pensativa.
                -Nico você ama a Melissa? - ela perguntou
                Eu não soube o que responder, porque eu mesmo não sabia
                “eu amo alguém”? Eu me perguntei.
                - Acho que não Isabela   
                - e você ME ama Nico? - Ela perguntou me olhando de lado
                Nossa agora que eu fiquei confuso mesmo.
                - é claro que eu te amo você é minha irmã.
                -eu sei Nico, mais não é como irmã que eu estou te perguntando    
                Eu fiquei em silencio, não sabia o que responder.
- Eu não sei - falei naturalmente - Bela eu não sei poxa o que você quer que eu diga? Você sabe que eu te amo como sempre amei, ok aquele beijo mexeu comigo e me deixou mais confuso ainda 
                Isabela me olhava chorosa ela olhou pro outro lado se levantou e saiu correndo em direção ao palácio de papai.
***
                - Bela, abre a porta do quarto já faz 14horas que você esta aí, mamãe já esta preocupada e papai daqui a pouco vai me mandar pro tártaro - falei batendo na porta de seu quarto
                - Vai pro inferno Nico, some daqui... Eu saio quando eu quiser - ela respondeu com voz chorosa
                - Lamento lhe informar, mas já estou no inferno - falei rindo
                - Nico di Ângelo, o submundo é sua casa não chame isso de inferno - minha mãe gritou de algum lugar do palácio
                - Quer que chame de que? Paraíso? Se toca mãe - gritei de volta pra ela
                - Nico chame a Isabela pra comer algo, ela já esta ai há muito tempo
                - você acha que eu estou tentando fazer o que? - falei bravo, faz umas 4 horas que estou aqui tentando tirar a Isabela do quarto e ela me pede pra fazer isso...
                - Sai dai Nico eu vou ter uma conversa com ela - minha mãe falou aparecendo do meu lado ela sumiu e pelo jeito reaparecer dentro do quarto. PORQUE NÃO PENSEI NISSO?
                Me sentei encostado na porta pra ouvir o que elas falavam.
                - O que aconteceu pequena? - minha mãe falou de modo carinhoso
                - a Tia Perséfone minha vida esta horrível, tipo vocês passaram anos escondendo de mim que você não é minha mãe e que minha mãe é deusa da sabedoria... Não foi nada inteligente o que ela fez porque o que ela mais temia talvez apareça - Isabela falou brava porem com a voz chorosa
                - Bela, foi pro seu próprio bem... Se você Athena não lhe amasse ela teria lhe entregado a Zeus e você estaria morta, Zeus a mataria - minha mãe sempre doce mantendo a voz
                - Bela, foi pro seu próprio bem... se você Athena não lhe amasse ela teria lhe entregado a Zeus e você estaria morta, Zeus a mataria - minha mãe sempre doce mantendo a voz
                - Mas porque vocês nunca me falaram, eu entenderia como você diz, eu sempre fui uma menina esperta
                -Mais não é só Athena que está te deixando assim - Perséfone afirmou
                -Não – ela respondeu voltando a chorar - É um garoto, eu o amo tanto porque ele não pode simplesmente me amar?
                Isso foi como uma facada, eu senti isso como uma indireta pra mim... Ela me amava realmente?!
                -É quem seria esse sortudo?
                - Ah tia Perséfone... É alguém muito especial, ele e um cavalheiro, educado, inteligente, mulherengo e ama flores, às vezes ele até me lembra você - Mulherengo? Eu? É isso que ela pensa de mim? Minha mãe ainda não se tocou, mas é tapada.
                -Credo Isabela, por Hades, até parece que você descreveu o Nico - minha mãe falou assustada.
                - Esse me menino sempre me lembra muito o Nico tia Perséfone, você nem sabe o quanto - Isabela falou rindo. Foi tão bom ouvir sua risada depois de muito tempo dela chorando.
    - Mas, ele não deve ser tão burro assim a ponto de não ver que esta perdendo uma linda menina - Me senti muito burro agora, sim Isabela e linda e muito inteligente, mas eu não faria uma coisa dessas com ela.
                - Bom Isabela, eu e seu pai vamos jantar se quiser ir também eu colocarei um prato pra você – minha mãe falou saindo do quarto.
                -É feio ouvir atrás da porta Nico – minha mãe me corrigiu quando saiu do quarto e me viu sentado escorado em uma das portas duplas.- Você vem jantar?
                - Não to com fome mãe, depois eu como algo tenho umas coisas a fazer – falei me levantando e indo pro meu quarto.

Entrei no quarto e fui me deitar para poder pensar melhor.. Sera que eu realmente estava apaixonado por ela? Essa pergunta não saia da minha cabeça e nem o belo e radiantre sorriso, muito menos aquele perfume que me deixava louco e aqueles olhos escarletes.. Não mais não posso me apaixonar por ela... Ainda mais por uma criança imatura e não sabe o que é o amor... Mas e eu sei?!
Pensei naquilo durante a noite toda... E cheguei à conclusão que nem eu sabia realmente o que era o amor, já que nunca fui de ficar apaixonado... Agora tenho vontade de me abrir com ela... Por que não falar de meus sentimentos para todos?
Assim que amanheceu, fui falar com ela... Quando cheguei Isabela ainda dormia. Não sei por que mais eu adorava ver o modo com ela dormia. Fui ao lado dela e comecei a acariciar seus belos cabelos ruivos e sussurrei:
                - Acorda pequena - falei lhe beijando na bochecha, ela piscava ainda sonolenta e quando viu que era eu ela me olhou brava
                - SAI DA... - ela começou a gritar, mas eu tampei sua boca
                - só quero conversar - falei e ela assentiu com a cabeça, soltei sua boca e fiquei olhando seus belos olhos vermelhos
                - Não tenho nada para falar com você. - Ela disse em um tom frio.
                -Mais eu preciso confessar uma coisa. - Ao dizer isso Isabela se sentou e pude ver que ela começou a me ouvir, verdadeiramente.
                - Vamos continue. - Ela disse
                - Acho que eu te amo... - Eu disse corando na mesma hora.
                -Ah, por favor, pare de brincadeira... Não estou com paciência para isso há essa hora. - Ela disse
                - Bela, por favor - falei tocando seu rosto, ela se levantou e foi se sentar no sofá dentro do quarto, ela estava com um lindo pijaminha preto... Ele era até um pouco curto de mais, se fosse em outros momentos até a mandaria trocar de roupa por essa ser um desrespeito mas hoje, nem ligo pra isso.
                - Não estou brincando, cansei de brincar, agora eu quero algo serio Isabela. Eu te Amo. Finalmente EU consigo acreditar nisso, mas pra você é tão difícil assim acreditar em mim? - falei lhe puxando do sofá e deixando-a perto de mim.
                - NICO, VOCÊ ACHAR QUE É SÓ ME IGNORAR E DEPOIS VIM COM ESSA DECLARAÇÃO E CARINHA BONITA E ESTA RESOLVIDO O PROBLEMA? - ela gritava comigo
                - Não... Eu tinha um plano B - falei comecei a beijá-la como nunca havia beijado uma mulher, ela tropeçou e caiu deitada no sofá e riu
                - Agora me convenceu
                - Nico e a Tia Perséfone? Ela vai ficar brava conosco - ela falou se sentando direito no sofá
- ela não precisa saber agora, que tal ser nosso segredo? - eu disse e comecei a beijá-la de novo
- mas ela não vai suspeitar sei lá - Isabela falou interrompendo o beijo
- nós damos uma disfarçada - falei lhe dando vários selinhos
- E se fingíssemos que brigamos e não estamos nos falando?- Ela propos.
                - Que menina esperta - sussurrei na sua orelha, estava começando a gostar desse negocio de escondido como dizem "o escondido é mais gostoso"
                - Esta bem Nico já esta tudo resolvido, você me ama, eu lhe amo, mas agora você tem sair daqui se não tia Perséfone vai suspeitar, eu quero trocar de roupa e ir tomar café. - ela falou me empurrando pra porta do quarto.
                - Eu não ligo se você vai trocar de roupa - falei me desviando dela e indo sentar no sofá ela me olhou brava
- Some Nico – ela falou apontando pra porta.
                - Isabela, acho que eu deveria lhe fazer uma pergunta antes de sair.
                - Fala Nico - ela falou naturalmente mexendo no closet procurando uma roupa.
                - Bem... Você quer namorar comigo? - perguntei aparecendo nas atrás dela dentro do closet.
                - claro - ela se virou e me deu um beijo - mas quando é que você vai falar com meu pai pra pedir minha mão em namoro?
                - engraçadinha, vamos esperar mais um pouco - falei rindo
                - Hum, namoro escondido... Eu gostei disso - ela falou pensativa.
                - Bem agora que sou seu namorado acho que você já pode trocar de roupa - falei sentando no sofá novamente.
                - Sai Nico - ela falou apontando pra porta - deixamos isso pra outra ocasião
                Eu sai do quarto e fui para o meu trocar de roupa também, e agora? Como vou fingir que estou bravo com a menina que eu amo? Isso vai ser mais difícil do que parece.


Continua...
Escrito por: Isabela Marques, Camila Moreira e Lucas Serafim